Oficina de Planejamento em Educação Ambiental do GEF AP fomenta espaços de construção pedagógica para a conservação
Nas APAs de Pouso Alto e da Bacia do Rio São João/Mico-Leão Dourado, o Projeto GEF AP mobiliza cerca de 60 pessoas envolvidas com conservação e fomenta processos educadores e ambientalistas
Na Mata Atlântica e no Cerrado, a Oficina de Planejamento em Educação Ambiental do GEF Áreas Privadas mobilizou diferentes atores-chave do projeto. Foram dois dias repletos de articulação, debates e conexão entre políticas públicas, projetos, educação, ações e comunidades.
Ao longo da programação, o público participou de dinâmicas de entrosamento, mapeou projetos socioambientais das APAs de Pouso Alto e da Bacia do Rio São João e se aprofundou nos equipamentos de educação socioambiental disponíveis.
Em uma grande construção coletiva entre diferentes atores e territórios, se fortaleceram debates sobre políticas públicas, equipamentos de educação ambiental e participação social – onde os participantes puderam conhecer melhores práticas de gestão e de articulação política voltadas à conservação.
A oficina teve como grande objetivo estimular espaços de educação ambiental, com debate de estratégias para a criação e gestão de processos pedagógicos voltados à conservação.

O diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (DEA/MMA), Marcos Sorrentino, participou da oficina realizada no Cerrado e destacou a importância da iniciativa do Projeto GEF AP em promover processos educadores e ambientalistas com participação social para a conservação.
“Essa iniciativa do GEF Áreas Privadas de promover processos educadores ambientalistas e comprometidos com transformações socioambientais profundas é extremamente importante porque ela se compromete com os gestores de áreas privadas, os gestores públicos e os diversos ativistas, bem como iniciativas ambientais, socioambientais, culturais, econômicas de cada região com um mesmo propósito: o propósito da conservação”.
Para Sorrentino a oficina promoveu a união dos moradores dos municípios da Chapada dos Veadeiros e que atuam na região. “Para fazer um processo articulado, continuado e focado em promover mudanças culturais, essa é uma oportunidade de darmos o testemunho para todo o Brasil de uma união que reverte a degradação em curso e de promover uma caminhada em direção à sustentabilidade socioambiental”, destacou.
Na mesa redonda sobre espaços para aplicação e execução de Projetos Políticos Pedagógicos (PPP) de educação ambiental, Letícia Abadia analista ambiental do MMA deu ênfase às Salas Verdes: política pública que incentiva a implantação de espaços educadores que promovem formação e discussão crítica sobre temáticas socioambientais e culturais.
Ao apoiar essa política, o Projeto GEF AP tem como objetivo fomentar a implantação desses centros de formação em seus territórios de atuação – Cerrado e Mata Atlântica.
A participante Henny Freitas, RPPNista e coordenadora institucional do Instituto Biorregional do Cerrado, falou sobre a importância de iniciativas como essa para conectar os moradores às ações que pertencem ao seu território.
“Foi fundamental esse apoio do GEF Áreas Privadas para a gente entender que temos um potencial e o que a gente precisava era de um mínimo de organização para nos unir. E a partir disso, fomentar políticas públicas que a gente possa acessar e implementar no nosso território. Agora, a nossa missão é justamente dar continuidade de uma forma autogestionada a todas as possibilidades que a gente tem”.
Como produto final das Oficinas, será elaborada uma cartilha para orientar a elaboração de PPPs de educação ambiental de longo prazo, que podem ser aplicados a uma gama variada de equipamentos e projetos.
Na Vila de São Jorge (Alto Paraíso de Goiás), a ação ocorreu em 27 e 28/2 e reuniu cerca de 60 pessoas entre lideranças sociais, gestores de iniciativas públicas e privadas, proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) e envolvidos com projetos de educação, cultura e meio ambiente.
Em Silva Jardim (Rio de Janeiro), a Oficina de Planejamento em Educação Ambiental aconteceu nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro também reuniu cerca de 60 pessoas. Ambas foram executadas em parceria com a Verde Perto Socioambiental.
As oficinas foram coordenadas pela Secretaria de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBIO) e pelo DEA do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, via Projeto GEF Áreas Privadas.
O Projeto GEF Áreas Privadas – Conservando Biodiversidade em Paisagens Rurais é coordenado tecnicamente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), financiado pelo Global Environment Facility (GEF) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Sua gestão financeira é realizada pelo Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS). Os principais objetivos são contribuir para a conservação da biodiversidade, fortalecer a provisão de serviços ecossistêmicos e ampliar o manejo sustentável da paisagem em áreas privadas no Brasil.